A segurança é um assunto muito importante e a prevenção é um “acessório” que o observador de aves deve sempre levar em suas expedições. A segurança é responsabilidade de todos e deve ser praticada e transmitida para os novos observadores. Abaixo encontramos algumas ameaças que podem causar vários tipos de prejuízo aos observadores de aves.
A Segurança é positiva quando a prevenção é ativa.
Os acidentes por animais peçonhentos não constituem doença transmissível porém têm sido abordados juntamente com as zoonoses, uma vez que se trata de agravo, a exemplo da raiva, onde ocorre a agressão por um animal e o quadro clínico é conseqüente à ação de toxinas inoculadas pelas picadas. As serpentes, escorpiões e aranhas são os principais agentes causadores de envenenamentos. Mais recentemente, acidentes com lagartas do gênero Lonomia e envenenamentos causados por enxames de abelhas têm merecido atenção devido à gravidade e à alta letalidade. A distribuição dos acidentes ofídicos no país indica incidências mais elevadas na região Centro-Oeste e Norte, apesar do número absoluto de casos ser maior no Sudeste. Da mesma forma, a ocorrência dos acidentes ao longo do ano apresenta marcada sazonalidade, com predomínio dos casos nos meses quentes e chuvosos. Os acidentes botrópicos (causados por serpentes do gênero Bothrops, conhecidas popularmente por jararacas) representam 88% dos casos, enquanto que os acidentes crotálicos (Crotalus, cascavéis), laquéticos (Lachesis, surucucu-pico-de-jaca) e elapídicos (Micrurus, corais verdadeiras) correspondem a, respectivamente, 9%, 2,5% e 0,5% do total das notificações. O conhecimento das características epidemiológicas dos acidentes tem orientado a distribuição e utilização dos soros antipeçonhentos de acordo com as necessidades regionais, ao mesmo tempo em que as ações de vigilância e controle da fauna peçonhenta determinam abordagens específicas, segundo os ecossistemas em que os animais são encontrados. A interferência humana sobre o meio ambiente está muito provavelmente implicada no incremento dos casos de escorpionismo, araneísmo (particularmente aranhas do gênero Loxosceles). Por outro lado, em que pese o processo crescente de urbanização, não se verifica diminuição dos acidentes ofídicos, sugerindo uma possível aproximação e adaptação das serpentes às periferias das cidades, onde as precárias condições de saneamento básico propiciam a proliferação de roedores, que servem de alimento para esses animais. Paralelamente às ações de prevenção e controle dos animais peçonhentos, tem-se buscado o fortalecimento das atividades de capacitação dos profissionais de saúde no diagnóstico e tratamento, com ênfase na correta administração dos soros específicos, visando a redução da freqüência de sequelas e da letalidade dos acidentes
Em relação à picada por cobra: os manuais recomendam que a vítima lave o ferimento e permaneça parada, para não acelerar a circulação do veneno no organismo. Impossível permanecer parado, sem procurar ajuda, se estamos sozinhos. A recomendação decorrente é que é bem mais seguro fotografar acompanhado.
Você já viu que manter a calma é a primeira atitude a tomar no caso de um acidente.
Só que cada pessoa reage de forma diferente, e é claro que é muito difícil ter atitudes racionais e
coerentes nessa situação: o susto, as perdas materiais, a raiva pelo ocorrido, o pânico no caso de
vítimas, etc. Tudo colabora para que as nossas reações sejam intempestivas, mal-pensadas. Mas
tenha cuidado, pois ações desesperadas normalmente acabam agravando a situação.
Por isso, é fundamental que, antes de agir, Você recobre rapidamente a lucidez, reorganize os
pensamentos e se mantenha calmo.
Mas, como é que se faz para ficar calmo após um acidente?
Num intervalo de segundos a poucos minutos, é fundamental que Você siga o seguinte roteiro:
1. Pare e pense! Não faça nada por instinto ou por impulso;
2. Respire profundamente, algumas vezes;
3. Veja se Você sofreu ferimentos;
4. Avalie a gravidade geral do acidente;
5. Conforte os ocupantes do seu veículo;
6. Mantenha a calma. Você precisa dela para controlar a situação e agir.
E como controlar a situação?
Alguém já tomou a iniciativa e está à frente das ações?
Ótimo! Ofereça-se para ajudar, solidariedade nunca é demais.
Se ninguém ainda tomou a frente, verifique se entre as pessoas presentes há algum médico,
bombeiro, policial ou outro profissional acostumado a lidar com esse tipo de emergência.
Se não houver ninguém mais capacitado, assuma o controle e comece as ações. Com calma, Você
vai identificar o que é preciso fazer primeiro, mas tenha sempre em sua mente que:
• A ação inicial define todo o desenvolvimento do atendimento;
• Você precisa identificar os riscos para definir as ações.
Nem toda pessoa está preparada para assumir a liderança após um acidente. Esse pode ser o seu
caso, mas numa emergência Você poderá ter que tomar a frente. Siga as recomendações adiante,
para que todos trabalhem de forma organizada e eficiente, diminuindo o impacto do acidente:
• Mostre decisão e firmeza nas suas ações;
• Peça ajuda aos outros envolvidos no acidente e aos que estiverem próximos;
• Distribua tarefas às pessoas ou forme equipes para executar as tarefas;
• Não perca tempo discutindo;
• Passe as tarefas mais simples, nos locais mais afastados do acidente, às pessoas que estejam mais desequilibradas ou contestadoras;
• Trabalhe muito, não fique só dando ordens;
• Motive todos, elogiando e agradecendo cada ação realizada.
Para se manter em um ambiente desconhecido e hostil é preciso cuidar de oito pontos-chave: água, alimento, abrigo, fogo, corpo, orientação, deslocamento e sinalização. Além disso, alguém que se perde na selva, seja porque se desviou de uma trilha, seja porque estava a bordo de um meio de transporte que foi parar na mata, precisa ter autocontrole, uma boa dose de coragem e perseverança para superar a situação. A primeira coisa a fazer é não entrar em pânico. Com calma, vai ser mais fácil encontrar o caminho de volta.
Lei do menor esforço em casos de escolha de caminhos evita desidratação cansaço etc.
Em caso de perda se posicione com referencia ao sol;exemplo:coloque o sol nas costas ou ao lado ou a frente,estará sempre fazendo uma linha reta.
Queimaduras de sol
O sol é o principal responsável pelo envelhecimento da pele e pelo surgimento do câncer. Durante o verão, devido às férias, ficamos mais tempo ao ar livre e expostos ao sol, aumentando o risco de queimaduras solares. Exatamente nesta época, os raios ultravioleta B, principais causadores do câncer da pele, apresentam maior intensidade, por isso, todos os cuidados devem ser tomados para evitar a ação danosa do sol.
As queimaduras provocadas pelo sol, embora comumente extensas, são quase sempre superficiais (de 1º grau). A pele fica vermelha, doída e irritada. É comum associar-se às queimaduras solares certo grau de insolação, a qual, em determinadas situações, apresenta gravidade maior do que a própria queimadura. A insolação, síndrome causada pela ação direta dos raios solares sobre o corpo humano, principalmente quando o mesmo se apresenta com a cabeça desprotegida, manifesta-se pelo aparecimento de irritabilidade, cefaléia intensa, vertigens, transtornos visuais, zumbidos e mesmo colapso e coma, situação que requer pronto atendimento médico. Ocorre principalmente em indivíduos de cor branca, predispostos, ou não habituados ao sol, que trabalham em atividades a céu aberto (como agricultores, pescadores, operários da construção civil), ou freqüentam praias sob sol forte.
Evite exposições prolongadas e repetidas ao sol.
Queimaduras solares acumuladas durante a vida predispõem ao câncer da pele.
Evite se expor ao sol nos horários próximos ao meio-dia.
O horário entre 10 e 16 horas tem grande incidência de raios ultra-violeta B, principais responsáveis pelo surgimento do câncer da pele. Procure a sombra neste período. O bronzeamento ocorre gradativamente. A pele leva de 48 a 72 horas para produzir e liberar a melanina, pigmento que dá cor à pele. Portanto, não adianta querer se bronzear em um só dia, ficar muito no sol não vai acelerar este processo, você só vai se queimar.
Medidas de proteção:
Filtro Solar: Use regularmente um protetor solar com FPS mínimo de 15, o qual deve ser aplicado aproximadamente 30 minutos antes da exposição ao sol e deve ser reaplicado a cada 2 horas de exposição contínua, após mergulho, exercício ou suor excessivo. Use também protetor solar para os lábios.
Roupas: A maioria das roupas absorve ou reflete os raios UV, mas roupas brancas confeccionadas em malha frouxa e roupas molhadas e aderidas à pele não protegem adequadamente. Qualquer roupa é melhor que nenhuma, mas quanto mais apertada a tecedura, maior será a proteção.
Chapéu: Chapéu com abas contribui na proteção solar de áreas particularmente propensas a uma exposição solar intensa, como os olhos, orelhas, rosto, pescoço e nuca.
Óculos de Sol:A exposição solar pode causar catarata e outros danos oculares. Por isso, o uso de óculos com 99-100% de proteção UV protege os olhos dos danos da radiação solar.
Sombra: Ficar à sombra ou debaixo do guarda-sol são medidas benéficas, mas não são suficientes, visto que a radiação solar reflete na água, areia, concreto e acaba atingindo até mesmo os que estão à sombra.
Para carrapatos:
Para aranhas:
Existem 3 principais grupos de aranhas peçonhentas no Brasil, os quais demandam medidas preventivas diferentes :
As aranhas que constroem teias aéreas de forma geométrica (circular, triangular, etc.), como as espécies de Nephila e outras, não oferecem perigo, mesmo quando são de tamanho grande.
Roubo e Furto Qualificado
Há uma grande diferença entre estes dois termos, que normalmente são tratados como análogos. O Roubo está definido no art. 157 do Código Penal brasileiro e se caracteriza quando a subtração do bem se dá através de grave ameaça ou violência à pessoa, já o Furto está previsto no art. 155 do Código Penal e possui como característica a subtração do bem sem a violência ou grave ameaça.
O principal aspecto de divergência nos seguros é que o furto se subdivide entre simples e qualificado, sendo que o furto simples não está coberto pela maioria dos contratos de seguro (incluindo aí o seguro de equipamentos fotográficos). No furto simples o objeto é subtraído sem a ocorrência de arrombamento, rompimento, destruição de obstáculo ou emprego de chave falsa, um exemplo clássico é o da máquina fotográfica esquecida em cima da mesa do restaurante e que subitamente desaparece. Já no furto qualificado há a ocorrência de arrombamento ou destruição de obstáculo para a subtração do bem, como exemplo temos o da máquina que é furtada dentro da residência que teve uma porta ou janela arrombada.
Importante: para que um furto qualificado seja caracterizado num processo de regulação de sinistro, é importante que existam provas inequívocas do arrombamento ou rompimento de obstáculo, portanto, não basta afirmar que a máquina foi furtada de dentro da residência ou escritório se não há sinais de arrombamento nas portas, janelas ou gavetas onde a mesma se encontrava. Outro aspecto muito importante, e que também é fruto de muitos entraves judiciais, é quanto ao furto ocorrido no interior do veículo. A jurisprudência brasileira já definiu que o objeto furtado dentro do veículo, com a quebra do vidro do mesmo, se trata de furto simples. Portanto, se o equipamento fotográfico é furtado de dentro do veículo, por mais que haja a quebra do vidro, se trata de furto simples, e, portanto não coberto pelo contrato de seguros.
Sinistro
É o evento coberto pela apólice. Se um acidente ou evento ocorrer, ele só tem consequência em termos de indenização se tiver sido mencionado na apólice. Se o evento não estiver coberto pela apólice, a seguradora não possui responsabilidade em ressarcir o segurado. O que normalmente ocorre é a confusão entre termos técnicos, como a diferenciação entre Furto Simples e Furto Qualificado, como visto anteriormente.
Além destes termos técnicos, é essencial que o segurado leia atentamente as Condições Gerais do seguro contratado, e que fique atento às suas obrigações e direitos.
As Condições Gerais são de fácil entendimento, lá estarão descritas as cláusulas gerais do contrato, contendo, por exemplo, a cláusula de “Exclusões Gerais” que trata dos riscos e dos bens que estão excluídos do contrato de seguro.
No tocante à documentação necessária para contratação, exige-se o seguinte: Notas fiscais ou cópias de certificado de garantia, notas do exterior e, na falta de todos estes documentos, fotos de cada equipamento que apareçam a marca, modelo e Nº de série (estes três dados devem estar legíveis, eis que são indispensáveis para a emissão das apólices)
Ao efetuar a contratação de um seguro, procure sempre um corretor de seguros, pois ele irá intermediar não somente a aquisição do produto, mas também irá auxiliar na possível ocorrência de um sinistro, dando-lhe total amparo sobre as cláusulas do contrato e sobre a liquidação do sinistro (com o pagamento da indenização).
Embora o contato do observador com as aves seja praticamente visual temos que estar alertas para os problemas de saúde que a interação com o seu ambiente e - mesmo que de forma discreta - com as mesmas podem trazer.Sendo seres vivos que interagem com o seu meio elas são suscetíveis a doenças e a se tornarem vetores de males que, se a elas nada causam, podem a outros animais e pessoas trazer graves consequências. São doenças transmitidas pelas aves:
Tem como principal agente transmissor os pombos.
Doença comum aos psitacídeos (araras, periquitos e afins)mas que está associada também aos columbiformes(pombos e afins)e às aves de criação doméstica.Transmissível pela inalação de pó oriundo das fezes ou mistura dessas com outros componentes do meio, penas contaminadas, secreções respiratórias e mesmo do contato entre o bico da ave e a boca do criador ou observador.Trata-se de um tipo de pneumonia causada pela bactéria Chlamydia psittaci, que atinge os alvéolos pulmonares.
É de extrema importância que as vacinas estejam em dia, pois o risco de se adquirir doenças em áreas de observação é muito grande.Febre Amarela e outras doenças devem ser tartadas de modo criterioso e o Ministério da Saúde tem inclusive um lista com as áreas de recomendação de vacinação para essa doença http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/mapa_acrv_asrv_2010_2011_final.pdf .
Os centros de referência são locais onde se pode buscar por ajuda, informações ou soluções para os problemas a que estamos expostos.Lembre-se sempre de que a melhor escolha em muitos casos é ligar para o Corpo de Bombeiros (193), Polícia Militar (190) ou Samu (192).O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais Disponibiliza os links de utilidade pública no seguinte endereço : http://www.bombeiros.mg.gov.br/links-uteis.html O Instituto Butantan disponibiliza um guia com as principais unidades de referencia em acidentes com animais peçonhentos. Veja: http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/zoo/APECO07_UNID.htm O Projeto Cobras Brasileira ( http://www.cobrasbrasileiras.com.br/ ) disponibiliza os endereços dos principais hospitais referencia em soroterapia. Acesse : http://www.cobrasbrasileiras.com.br/hospitais-credenciados.html Abaixo a lista dos principais centros e hospitais no país:
http://www.imunimad.com.br/carrapatos.html Acesso em 21 abr. 2013
http://www.dedetizacao-consulte.com.br/pombos-doencas-transmitidas.asp http://carlosvarela-agenteambiental.blogspot.com.br/2011/03/algumas-doencas-potencialmente.html http://www.webanimal.com.br/ave/index2.asp?menu=zoonosesaves.htm http://www.tukan.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=106%3Aornitose-doenca-transmitida-das-aves-para-os-homens-zoonose&catid=41%3Aartigos-e-informacoes&Itemid=1 http://robertabiologia.blogspot.com.br/2011/11/doencas-transmitidas-por-aves.html http://poderdasmaos.com.br/noticias/detalhes/756
http://www.bombeiros.mg.gov.br/index.php